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II SARAU LÍTERO MUSICAL: UMA NOITE DE SUCESSO!!!
O primeiro II Sarau Lítero-Musical, realizado no último dia 02 de setembro numa parceria entre o SESC/CASCAVEL e a ACADEMIA CASCAVELENSE DE LETRAS, atingiu plenamente a sua proposta de reunir poetas, músicos e os apreciadores do gênero.

A presença de poetas, declamadores e de público foi excelente e o II SARAU-LÍTERO-MUSICAL, promovido pela ACADEMIA CASCAVELENSE DE LETRAS E O SESC/CASCAVEL, transcorreu da forma como foi concebido, num clima de informalidade e de muita interação entre os participantes, os do palco e os da platéia. Por causa do frio, foi realizado em espaço fechado, com muita pipoca, amendoim e quentão de vinho. Participação especial do SOMAR TRIO do acadêmico Donato ramos, que lançou o cd do grupo, "Para Não Esquecer". Donato é exímio na gaita de Boca. Segundo as más línguas... quando toca, não diz, digamos, ... suas patacoadas (rsrsrsrs)
Escrito por CAD17 às 20h49
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Bendito o que semeia
A criação da Academia Cascavelense de Letras, apesar da brincadeira corrente de que se trata de uma extensão da Boca Maldita, na qual até agora apenas o presidente Beto Pompeu era considerado “imortal”, vem coincidir com o lançamento, pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social e pelo Ministério da Cultura, do BNDES-Prolivro, de um programa que reúne medidas para facilitar a concessão de financiamentos para o mercado editorial. Pela primeira vez na história deste país marcado pelo privilégio a poucos e a conseqüente exclusão de muitos, a edição de livros passou a ter o tratamento de “setor prioritário”, como consta no conjunto de Políticas Operacionais do banco, o que na prática significa uma redução no spread de 0,5% em comparação do que é cobrado de outros setores pela instituição.
Nunca tantos livros foram publicados no Oeste do Paraná quanto nos últimos meses, a maioria dos quais por conta da boa vontade de seus autores, sem receber o estímulo de qualquer programa de incentivo ao desenvolvimento do mercado editorial. Isto se deve, certamente, à emergência da Unioeste e das instituições privadas do ensino superior e do desenvolvimento mesmo do mundo acadêmico, no qual a pesquisa, a investigação e reflexão se tornam os eixos da formação de uma comunidade ampliada, que avança o conceito de cultura da produção elementar para uma extração mais sofisticada. O BNDES corrige, assim, um defeito de sua programação de incentivo às artes, que ficou limitada, em 2004 – embora, com justiça, saudada festivamente por todos os artistas deste país –, pela redução aos empresários cinematográficos de R$ 10 milhões para R$ 1 milhão do valor mínimo para operar diretamente na liberação de recursos do Finem (Financiamento a Empreendimentos) para as empresas do setor, que assim não terão que recorrer a outros bancos repassadores de empréstimos. A medida amplia de forma significativa a base de potenciais tomadores do banco, que historicamente atende uma quantidade irrisória de editoras e livrarias. Ou seja, o livro era considerado um supérfluo, uma inutilidade, um luxo num país de iletrados e ignorantes.
Além de reduzir as taxas de juros, o BNDES também vai oferecer uma carência de seis meses após o fim da execução do plano de edição, que pode demorar até dois ou três anos para ser concretizado, o que é extremamente necessário na medida em que o livro não é um produto de safra, para venda imediata, com o risco de apodrecer com o passar dos dias imediatamente posteriores à entrega do lote. Igualmente positivo, até por causa desta providência salutar, vindo a ampliar o rol de empresas beneficiadas, foi a decisão de permitir que o Cartão BNDES, operado por diversos bancos no país, possa permitir a compra de papel para a edição de livros.
Castro Alves elevou sua voz, no poema “O Livro e a América”, para bradar: “Oh, bendito o que semeia/Livros... livros à mão cheia.../E manda o povo pensar!/O livro caindo n’alma/É gérmen que faz a palma,/É chuva que faz o mar”.
Pela importância (e relevância) do tema, essa bênção continuará a ser comentada na próxima edição. (EDITORIAL DO JORNAL O PARANÁ – CASCAVEL – 21 DE MAIO DE 2005)
Escrito por CAD17 às 20h48
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